terça-feira, 25 de outubro de 2011

AVA Reconstruído

TELAS DA PROPOSTA:

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Elementos gerais de todas as telas:

- Parte superior: há um cabeçalho, com título e subtítulo do filme; login rápido para usuários cadastrados; campo de pesquisa; e um menu horizontal, que dá acesso ao conjunto de todas às sessões do site. Tais elementos estarão presentes, da forma como se encontram aqui, em todas as páginas do site.

- Parte central: Logo abaixo ao menu, localiza-se o conteúdo que se modifica em cada sessão específica, que serão explicados separadamente logo abaixo.

- Rodapé: Presente, também, em todas as páginas, encontra-se explicitado a licença de uso em que se encontra o conteúdo do site.

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Elementos específicos de cada tela:

Tela Inicial: No lado esquerdo, há um campo denominado "Você sabia?", que se trata de curiosidades e informações, apresentadas randomicamente cada vez que o usuário acessa o "Início"; bem como links para o compartilhamento do site em redes sociais.

No lado direito, estarão slides com cenas do filme, passando no interior de um campo no formato do mapa do Brasil.

Blog: No lado esquerdo, localizam-se as postagens do blog (com recurso que permite comentário de usuário) e, no lado direito, encontram-se os links para o compartilhamento do site em redes sociais; uma lista das postagens mais recentes; e um quadro de anúncios publicitários.

Fórum: Conjunto de todos os tópicos de discussões presentes no site, que podem ser criados, pelos os usuários, na própria página do "Fórum", ou podem ter origem na sessão "A História", sendo explicada mais a frente.


A História: Essa é parte de maior foco em nosso AVA, pois nela estão contidos os principais elementos de aprendizagem e interação para e com os usuários.

Por meio da metáfora de um livro, que integra recursos audiovisuais e de troca de informação interpessoal, quis-se criar um ambiente familiar às pessoas que trouxesse um efeito agradável, de dinamismo e interação, para oferecer ao usuário, de verdade, embora que de forma sutil, a sensação de fazer parte do processo de construção do conhecimento.

Dessa forma, o livro apresenta, nas páginas da esquerda, um menu vertical que dá acesso a sub-sessões de "A história", notadamente:

- Início: Mostra fatos e escritos literários relacionados a parte do enredo do filme que está especificado, havendo também uma parte de anotações individuais para usuários cadastrados, que ficarão salvas e poderão ser vistas apenas por aquele que as fez; e um índice expansivo das páginas do livro.

- Comentários: Tópico de discussão entre usuários, específico da parte do enredo tratado na página do livro e metaforizado por meio de uma folha de nota com clipe. Todos os tópicos de estarão disponíveis e reunidos na sessão "Fórum" do site.

- Páginas em branco: Páginas do livro sem conteúdo que permite ao usuário continuar a história do filme ou criar novas aventuras acerca do tema abordado, podendo, ainda, incorporar vídeos e links de docs.

O Filme: Nessa sessão, estão informações relativas a produção cinematográfica. Todo conteúdo aqui postado foi retirado diretamente do site de embasamento.

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JUSTIFICATIVAS GERAIS:

Para se adequar à estrutura de um AVA, foi necessário incluir diversas funcionalidades, sobretudo de participação do usuário, como fóruns e comentários, bem como de compartilhamento de informação, através das redes sociais, além de repensar em todo conteúdo necessário, para ser exposto, a uma aprendizagem rica e diversificada.

Dessa forma, atendendo-se aos requisitos de que um ambiente virtual de aprendizagem é um espaço projetado de informação e de interação social, nas quais os "alunos" não são apenas ativos, mas também co-autores de conteúdos, havendo, então, influências mútuas educacionais que transformam espaços em lugares, orientou-se a utilização do conteúdo para interações educacionais, tanto no que diz respeito à produção audiovisual propriamente dita, quanto aos conhecimentos acerca de fatos históricos; assim como foram criados incentivos à produção literária dos usuários, o que garante, ainda, a autoração múltipla, a manutenção da informação, a adaptação às estruturas comunicacionais da atualidade e o compartilhamento das informações com o mundo.

Devido à ativa participação dos usuários; aos feedbacks dados pelos administradores da homepage; e ao conteúdo explicitamente apresentado; com utilização de vídeos, fóruns, textos, imagens, etc., é possível perceber, além da integração de tecnologias heterogêneas, a combinação de múltiplas abordagens pedagógicas, como construtivista individual, construtivista social, abordagem situada, etc.

As metáforas utilizadas explicitam o espaço virtual, procurando-se, com isso, propiciar a verdadeira imersão do usuário no conteúdo e no contexto apresentado. Entretanto, tal recurso não está restrito à educação à distância, podendo muito bem ser utilizado em sala de aula por um professor que deseje proporcionar uma nova experiência aos alunos e atrair a atenção daqueles que consideram a disciplina de História algo enfadonho.

Portanto, com vários recursos de aprendizagem, interativos ou não, e conteúdos simultâneos, são notórias as vantagens do AVA que sobrepõem os ambientes físicos.

Quanto aos aspectos de usabilidade, o AVA foi construído com um menu horizontal disponível em todas as páginas para facilitar a navegação, contando com uma marcação em cima de cada item que demonstra que o mesmo está selecionado. Isso ajuda no mapeamento e faz com que o usuário esteja sempre ciente de onde está.

Apesar de não seguir um padrão estritamente definido, todas as páginas têm um topo igual, fazendo com que o usuário permaneça com a sensação de se tratar de um mesmo ambiente.

O AVA foi feito de acordo com os padrões das Heurísticas de Nielsen, porém foi dada uma ênfase maior na heurística 1: Visibilidade do status do sistema, dando-se ao usuário constantemente feedbacks sobre o que está acontecendo na tela.

A maior parte da tipografia escolhida para textos longos foi a do tipo não serifada, para permitir que o conteúdo dos mesmo seja melhor visualizados em monitores de baixa resolução.

Por último, tratando-se da semiótica, a utilização de cores amenas, em tons claros de alaranjado, principalmente pêssego, com textura visível, porém delicada, foi escolhida para, segundo a psicologia das cores, incentivar a comunicação e a constante conversação; inspirar os bons costumes; e deixar as pessoas à vontade. Além disso, quis se valer de todos os atributos do laranja (desinibição, vitalidade e coragem), mas de forma suave e cautelosa. Com relação ao simbolismo, essa cor lembra a areia de praia limpa e, assim como o amarelo, as páginas envelhecidas de um livro.

Quanto à forma, ao volume, ao movimento e à organização, quis se utilizar de tudo - como efeito, que varia de areia à tela de pintura, no background geral do site; vídeos em meio a textos; menu padrão para toda a homepage, mas que divide áreas de layouts diferenciados; entre outras coisas -, integrando-os aos aspectos da cor, para proporcionar um ambiente estimulante, vivo, mas equilibrado, embora sem simetria, trazendo incentivo ao aprendizado e evitando o esmorecimento e cansaço rápido.


Referências:

DILLENBOURG, P.; SCHNEIDER, D.; SYNTETA, P. Virtual Learning Environments. In: Proceedings of the 3rd Hellenic Conference "Information and Communication Technologies in Education". 2002. Disponível em: http://hal.archives-ouvertes.fr/docs/00/19/07/01/PDF/Dillernbourg-Pierre-2002a.pdf

NIELSEN, J. (1994a) Heuristic evaluation. In j. Nielsen and R. L Mack (eds.) Usability Inspection Methods. New York: John Wiley & Sons.

NIELSEN, J. (1994b) Enhancing the explanatory power of usability heuristics. Inproceedings of ACM CHT94, 152-158.

SANTAELLA, Lúcia & NÖTH, Winfried (2010). ESTRATÉGIAS SEMIÓTICAS DA PUBLICIDADE. São Paulo: Cengage Learning.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Relatório de Avaliação

Prints de Páginas do Site


AVALIAÇÃO QUANTO AVA:

Segundo Pierre Dillenbourg, Daniel Schneider, Paraskevi Synteta:

Um ambiente virtual de aprendizagem é um espaço projetado de informação:

*Uso da informação em interações educacionais:

A informação do site não está armazenada em nenhum banco de dados e não está direcionada ou vinculada a uma prática educacional específica.

*Autoração Múltipla:

O site possui um conteúdo delimitado e é o único autor dele, impedindo que este receba contribuições de qualquer usuário.

*Manutenção da informação:

O site não recebe manutenção ou atualização.

*Adaptação à evolução tecnológica:

Por não se utilizar de um banco de dados para armazenamento e manipulação da informação, seu reuso, por outras tecnologias, fica restrita.

*Compartilhar informações com o mundo:

O site não oferece recursos para compartilhamento com redes sociais, por exemplo.


Um ambiente virtual de aprendizagem é um espaço social: interações educacionais ocorrem no ambiente, transformando espaços em lugares;

*O site não oferece recursos para interação entre seus usuários.

*Não há controle sobre áreas já visitadas ou qualquer tipo de navegação social.


O espaço virtual é representado explicitamente: a representação das informações/espaço social pode variar de texto a mundos imersivos em 3D;

* O site utiliza-se somente textos e imagens "coladas" para representar seu espaço.


Os alunos não são apenas ativos, mas também atores: eles co-constroem o espaço virtual;

* O site não oferece recurso para seus usuários criarem e atualizarem seu conteúdo.


Ambientes virtuais de aprendizagem não se restringem a educação à distância: eles também enriquecem as atividades em sala de aula;

*No caso deste site, ao se referir a um filme, ele enriquece o entendimento do mesmo ao passar para o usuário informações que ajudarão na compreensão contextual, embasada na História do Brasil, da obra audiovisual.


• Os ambientes virtuais de aprendizagem integram tecnologias heterogêneas e múltiplas abordagens pedagógicas.

*A tecnologia empregada neste site é muito rudimentar, construído para tão somente a tela de um computador, não sendo adaptado para outros aparelhos ou mesmo criando e utilizando recursos destes em novas possibilidades, carecendo de elementos interativos tais como chats, áreas privadas e recursos de troca de informação. Quanto ao conteúdo, não foi embasado em abordagem pedagógica, contudo, ao acaso, vemos a representação de uma abordagem empirista, na qual o professor é o "dono do saber", expondo, reproduzindo um conteúdo e, assim, reduzindo o "discente" a um mero ouvinte e, por conseguinte, impedindo que o mesmo se faça construtor e reconstrutor de suas próprias propostas de entendimento e aplicação do conhecimento, já que as recebe prontas, o que atrapalha a formação da autonomia.


A maioria dos ambientes virtuais sobrepõe ambientes físicos.

* Devido a falta de troca de informações e armazenamento, não há muitas vantagens sobre um ambiente físico de discursão sobre o filme.

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AVALIAÇÃO HEURÍSTICA:

· Introdução:

Esta Avaliação Heurística tem como objetivo identificar problemas de usabilidade na Interface do site do filme “Caramuru - a Invenção do Brasil”, servindo de referência para a elaboração de um AVA, que será desenvolvido tendo como base o conteúdo da obra audiovisual.


· Formulário de erros encontrados pelos avaliadores durante a avaliação:

Heurística 1: Visibilidade do status do sistema.

a) O menu de navegação não forma uma unidade, confundido os usuários sobre sua real utilidade.

b) As diversas telas do sistema não formam um padrão com a tela inicial. Tendo layout diferente, dá uma certa impressão de que o usuário está em outro site.

c) Links não são facilmente identificados, sendo confundidos com textos.

* * *

Heurística 2: Correspondência entre sistema e o mundo real.

a) O site se encontra de maneira irregular na tela, ficando a esquerda.

* * *

Heurística 3: Controle e liberdade do usuário.

a) O site não possui um mapeamento.

b) Não há um botão que faça o usuário voltar à tela anterior.

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Heurística 4: Consistência e padronização.

a) O site não segue padrão nos links e menus.

b) Não há padrão de grid, tamanho e disposição de cores entre as telas.

* * *

Heurística 5: Prevenção de erros.

a) Não há qualquer tipo de indicação sobre prevenção de erros.

* * *

Heurística 6: Reconhecer é melhor que relembrar.

a) Elementos como o menu não formam uma unidade e não seguem padrões, assim não há como o usuário reconhecê-los, tendo que relembrar sempre que volta.

* * *

Heurística 7: Flexibilidade e eficiência de uso.

a) Não há como usuários mais experientes realizarem tarefas de forma mais rápida.

* * *

Heurística 8: Projeto estético e minimalista.

a) O site contém muita informação e muitos elementos desnecessários.

b) As imagens são muito carregadas de cores fortes.

c) A disposição dos elementos se encontra de maneira confusa e não concluem os seus propósitos.

* * *

Heurística 9: Auxilia os usuários a reconhecer, diagnosticar e recuperar erros.

a) Não há qualquer indicação que ajude o usuário a reconhecer erro algum.

* * *

Heurística 10: Ajuda e documentação.

a) O site não oferece qualquer tipo de ajuda direta a seus usuários.

b) A única forma de solucionar algum tipo de dúvida é enviando uma mensagem para os administradores do site, na parte de contato.


· Tabela com notas dos avaliadores para os erros apresentados:

As notas variam de 0 a 4, cada uma representando a severidade dos problemas encontrados, conforme a seguir:

0 - Representa que a questão não é encarada necessariamente como um problema de usabilidade;

1 - Representa um problema cosmético;

2 - Representa um problema pequeno;

3 - Representa um problema grande;

4 - Representa uma catástrofe de usabilidade.


· Análise dos Resultados:


· Conclusão:

Segundo a avaliação, as heurísticas violadas com mais frequência são a 1 e a 8, Visibilidade do estado do sistema e Projeto estético minimalista, respectivamente, com maior incidência em severidades de nível 3, problema importante de usabilidade que precisa ser corrigido.

Foi encontrado um número considerável de problemas catastróficos, na qual, em um total de quatro, dois estão localizados na heurística 3 (Controle e Liberdade do usuário), o que inviabiliza bastante o controle que o usuário tem sobre como acessar o conteúdo, comprometendo sua navegação; um na heurística 6 (Reconhecimento em vez de lembrança); e um na heurística 10 (Documentação e ajuda).

Tais problemas, muitos para um sistema simples como o analisado, com grau de severidade máxima, ou seja, que precisam de correção imediata, uma vez que tornam o sistema confuso ou impossibilitado de ser utilizado, indicam a necessidade de uma reestruturação do layout, arquitetura da informação e organização dos elementos dentro do site, além de ser necessário disponibilizar ajuda e um maior número de feedbacks para o visitante.

Problemas cosméticos foram encontrados em praticamente todas as heurísticas, afetando a eficiência de usuários experientes e o visual agradável do sistema, além de identificação de elementos.

Segundo a avaliação, tem-se, ainda, 41% da severidade de violação por heurística representando problemas pequenos, porém 12% representam problemas catastróficos e 24% problemas grandes, podendo-se concluir que, embora seja um site não muito extenso e sem recursos avançados, ele apresenta uma interação desagradável e que não se adequa com as necessidades de seus usuários, com ênfase na falta de qualquer auxílio.

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ANÁLISE SEMIÓTICA:

· Cores:

Aspectos qualitativos-icônicos: A paleta cromática do site compõe-se de cinco variações:

- Cores neutras: indo do branco ao preto, são utilizadas, basicamente, para os planos de fundo das páginas (branco) e para as fontes dos textos corridos (preto);

- Amarelo: variando entre goldenrod e darkgoldenrod, além de ser alocado para enfatizar palavras em todo conteúdo escrito, encontra-se destacado no plano de fundo da imagem que ocupa maior parte da página inicial e serve de cabeçalho para o restante do site;

- Laranja: tons próximos de darkorange são utilizados em efeitos de degradês com o "amarelo-queimado" do plano de fundo da figura inicial já citada;

- Chocolate e Maroon: oferecem textura, por meio de rabiscos, à figura destaque da primeira página do site;

- Azul: indo de lightsteelblue a steelblue, com toques de darkslategray, exceto na primeira página, oferece contraste total à figura emblemática do site, sendo posta em uma outra que expõe o céu e o mar.

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Aspectos singulares-indiciais: Tratando-se das cores não neutras em maior destaque, será, então, descrita primeiramente a análise da cor amarela.

Muitas vezes, descrita como quente e alegre, ela estimula as atividades mentais, desenvolvendo a agilidade, a percepção e a memória; instiga o sistema nervoso, com aumento do metabolismo; e incentiva a comunicação. Entretanto, apesar da adequação cromática com a proposta do filme, que se apresenta como uma comédia frenética que comunica um conteúdo escolar de forma romantizada, em uma narrativa calhada nas praias ensoladas do litoral baiano, essa cor, da forma como foi usada na página inicial, embora em tom mais fechados, causa fadiga visual devido a grande quantidade de luz refletida e, assim, ao invés de atrair a concentração, ela repele, podendo acarretar em uma rejeição inicial, por parte do público-alvo, à exploração do site.

Em contrapartida, o azul, muitas vezes, caracterizado como calmo, tranquilo, seguro e ordenado, além de invocar a produção de substâncias químicas calmantes pelo organismo, trazendo tranquilidade; em tons pálidos, como foi utilizado, inspira criatividade e liberta o pensamento. Assim, com exceção da primeira página, juntamente com o branco do plano de fundo universal, ele ameniza o efeito do amarelo, muito embora, devido à distribuição dos elementos, a estrutura do site esteja em constante desequilíbrio cromático.

* * *

Aspectos simbólicos: A mais leve matis do espectro, o amarelo é símbolo de esperança, felicidade, alegria e diversão. É a cor representativa do artista, do caricato, do palhaço e, também, do covarde, assim, relaciona-se perfeitamente com a personalidade do jovem Diogo Álvares, protagonista da história. Além disso, ela tem o calor e a luminosidade do sol, que presenteia nossas terras do Novo Mundo, bem como o brilho do ouro, riqueza tão procurada no período das Grandes Navegações. Por fim, tem-se a cor associada ao envelhecimento, tanto para pessoas quanto para objetos, como, por exemplo, o amarelado das páginas de um livro antigo.

O azul, por sua vez, cor do oceano e do céu, significa infinidade, profundeza e mistério. Em seus tons de índigo ou celeste transmite, ainda, riqueza e, até mesmo, um toque de superioridade, representativo da supremacia em técnicas de navegação da marinha portuguesa na época dos descobrimentos.


· Forma, volume, movimento e organização:

Aspectos qualitativos-icônicos: O site é composto, basicamente, de estruturas quadriformes, que trazem pouco ou mesmo nenhum significado, mas tão somente a sensação de encaixotamento e organização semi-uniforme.

O arranjo geral, com exceção das imagens, é chapado, reforçando um aspecto enfadonho, que só não se apresenta na página inicial, por estar repleta de figuras. Isso, combinado com a forma das estruturas, sugere inércia letárgica, tirando o foco do conteúdo escrito e o depositando sobre as imagens periféricas que, além das cores vibrantes, induzem movimento.

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Aspectos singulares-indiciais: O dinamismo descompensado e as formas do arranjo sugerem uma tentativa de organização e padronização próprias da produção tecnológica. Entretanto, é visto que, além de não se ter alcançado o pretendido, esqueceu-se do lado enérgico e da infindável possibilidade criativa de se trabalhar com produtos virtuais, dando a inerente sensação de algo feito de qualquer modo, apenas para preencher protocolo.

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Aspectos simbólicos: A estrutura é símbolo de desorientação. Querendo-se incorporar as cores brilhantes e o dinamismo da produção virtual, bem como a limpeza de um arranjo formal, não se alcançou qualquer objetivo pretendido, mas apenas um encaixe descompensado e perdido, cuja única associação ao filme seria, ironicamente, com o embananamento do protagonista.


· Relação entre cor e forma:

A variação cromática, o uso desequilibrado de textura e o arranjo que não se define entre formal e informal, claramente, não se encontram em harmonia e nem sequer se orientam para um mesmo significado, demandando, então, de maior robustez e refinamento qualitativo e simbólico. Ou seja, a paleta cromática variando, principalmente, entre tons amarelos e azuis mostra-se como boa escolha, todavia, necessita maior suavidade e menos contrastes para evitar o cansaço visual do usuário e auxiliar na organização de ideias, assim como a forma necessita conter texturas melhor distribuídas, de forma igualitária ou utilizando-se de compensações eficientes.


Referências:

DILLENBOURG, P.; SCHNEIDER, D.; SYNTETA, P. Virtual Learning Environments. In: Proceedings of the 3rd Hellenic Conference "Information and Communication Technologies in Education". 2002. Disponível em:http://hal.archives-ouvertes.fr/docs/00/19/07/01/PDF/Dillernbourg-Pierre-2002a.pdf

NIELSEN, J. (1994a) Heuristic evaluation. In j. Nielsen and R. L Mack (eds.) Usability Inspection Methods. New York: John Wiley & Sons.

NIELSEN, J. (1994b) Enhancing the explanatory power of usability heuristics. In proceedings of ACM CHT94, 152-158.

SANTAELLA, Lúcia & NÖTH, Winfried (2010). ESTRATÉGIAS SEMIÓTICAS DA PUBLICIDADE. São Paulo: Cengage Learning.

domingo, 16 de outubro de 2011

Metodologia e Critérios de Avaliação

Avaliação quanto AVA:

Primeiramente, focando o objetivo final, que é a construção de um GUI de AVA com inclusão de conteúdo educacional "inovador", nesse caso, baseado na história do filme "Caramuru - A invenção do Brasil" e na interface do site dessa produção audiovisual, será feita uma análise em bases conceituais de Ambiente Virtual de Aprendizagem propriamente dito. Assim, pretendendo-se fugir da ideia errônea de que AVA trata-se "apenas de um rótulo popular para descrever qualquer software educacional". (DILLENBOURG; SCHNEIDER; SYNTETA, 2002).

Dessa forma, serão utilizados os critérios abaixo para avaliar a página virtual do longa-metragem, reconhecendo, então, os motivos pelos quais ela não se caracteriza como um AVA:

• Um ambiente virtual de aprendizagem é um espaço de informação proposital;

• Um ambiente virtual de aprendizagem é um espaço social: interações educacionais ocorrem no ambiente, transformando espaços em lugares;

• O espaço virtual é representado explicitamente: a representação das informações/espaço social pode variar de texto para mundos imersivos em 3D;

• Os alunos não são apenas ativos, mas também atores: eles co-constroem o espaço virtual;

• Ambientes virtuais de aprendizagem não se restringem a educação à distância: eles também enriquecem as atividades em sala de aula.

• Os ambientes virtuais de aprendizagem integram tecnologias heterogêneas e múltiplas abordagens pedagógicas.

• A maioria dos ambientes virtuais sobrepõe ambientes físicos.


Avaliação quanto a usabilidade:

A partir da página oficial do filme, em se tratando de um website, umas das formas mais adequadas de se avaliar a interface gráfica e o modo de interação do usuário é a Avaliação Heurística, desenvolvida por Jakob Nielsen e seus colegas (Nielsen, 1994a), que se constitui em uma técnica de inspeção de usabilidade em que os avaliadores, orientados por um conjunto de princípios conhecido como heurísticas, avaliam se os elementos da interface com o usuário (caixas de diálogo, menus, estrutura de navegação, ajuda, suporte on-line, etc.) estão de acordo com as premissas esperadas. Essas Heurísticas assemelham-se muito aos princípios de design de alto nível, por exemplo: fazer com que os designs das páginas sejam consistentes, reduzir a carga da memória, usar termos que sejam entendidos pelos usuários, tornar a interação agradável e de fácil aprendizado.

O conjunto original de heurísticas derivou-se da análise de 249 problemas de Usabilidade (Nielsen, 1994b) e, abaixo, encontram-se listadas algumas de suas principais questões:

1. Compatibilidade do sistema com o mundo real;

2. Controle do usuário e liberdade;

3. Consistência e padrões;

4. Ajudar os usuários a reconhecer, diagnosticar e corrigir erros;

5. Prevenção de erros;

6. Reconhecer, em vez de relembrar;

7. Flexibilidade e eficiência no uso;

8. Estética e design minimalista;

9. Ajuda e documentação;

10.Visibilidade do status do Sistema.

A avaliação do site será fomentada nessas 10 heurísticas, servindo de base para a elaboração de uma nova interface através dos princípios de design e usabilidade.


Avaliação quanto a linguagem visual e contexto:

Nesse aspecto, apreciaremos o produto sobre olhar semiótico, com bases na teoria de C. S. Peirce, valendo-se, então, de princípios de uma ciência que aborda a gama infindável de linguagens, que geram interpretações e produzem significados.

Dessa forma, desvelar-se-á os signos presentes no site através do método científico de observação, problematização, formulação de hipóteses e experimentação, procurando inferir significados para o que está sendo mostrado e desvendando os códigos falsos, como, na história do livro “O nome da Rosa”, o monge franciscano William de Baskerville, que fora chamado a um mosteiro Beneditino italiano, dono do maior acervo de livros da época (1327), para desvendar um mistério que por lá paraiva.

Através do princípio da fenomenologia, que “meramente observa os fenômenos e, através da análise, postula as formas ou propriedades universais desses fenômenos” (SANTAELLA, 1993), sabendo que “fenômeno é tudo aquilo que aparece à mente, corresponda a algo real ou não”, podem-se prever algumas reações do usuário ao lidar com certas situações e símbolos, revelando, assim, erros de mensagem a serem alterados para direcionar melhor a interação para se tornar agradável e intuitiva.

Portanto, será feita análise sob bases da tríade das faculdades para se postular as propriedade universais de um fenômeno, apresentando primeiridade, segundidade e terceiridade peircianas nos aspectos qualitativos-icônicos, singulares-indiciais e simbólicos.


Referências:

DILLENBOURG, P.; SCHNEIDER, D.; SYNTETA, P. Virtual Learning Environments. In: Proceedings of the 3rd Hellenic Conference "Information and Communication Technologies in Education". 2002. Disponível em: http://hal.archives-ouvertes.fr/docs/00/19/07/01/PDF/Dillernbourg-Pierre-2002a.pdf

NIELSEN, J. (1994a) Heuristic evaluation. In j. Nielsen and R. L Mack (eds.) Usability Inspection Methods. New York: John Wiley & Sons.

NIELSEN, J. (1994b) Enhancing the explanatory power of usability heuristics. In proceedings of ACM CHT94, 152-158.

SANTAELLA, Lúcia (1993). O QUE É SEMIÓTICA. São Paulo: Brasiliense, Coleção Primeiros Passos, 21 reimpressões.